Alimentação custou caro
Refeições elevaram custo de vida.
Almoçar, jantar ou simplesmente lanchar fora de casa são hábitos corriqueiros e também uma necessidade para muitas pessoas. Como é uma prática frequente, fazer a alimentação fora de casa teve o reajuste com maior peso no orçamento das pessoas no primeiro semestre deste ano. Os dados são do Índice do Custo de Vida de Santa Maria (ICVSM), divulgado ontem pela Unifra. O levantamento também divulgou a inflação de junho, que ficou em 0,62%, e a acumulada de janeiro a junho de 2010 na cidade, que somou 3,21%. Entre os produtos e serviços que mais tiveram aumento no primeiro semestre, a refeição fora de casa teve um aumento de 6,6%. Embora existam outros itens que tiveram reajuste superior a este índice, ele foi o que mais pesou em função do grupo da alimentação representar mais de 25% para o ICVSM. Também dentro da alimentação, o leite em caixa e a carne estão entre os que subiram no semestre (veja quadro), contribuindo para a alta da inflação.
Além da alimentação, gastos com aluguel, táxi e remédios analgésicos e antigripais elevaram as despesas dos santa-marienses de janeiro até agora. Se considerado apenas o aumento, sem levar em conta o peso dos produtos têm no ICVSM, os maiores reajustes foram em antialérgicos (39,8%) e agasalho masculino (36,4%).
Mais baixa – A inflação do primeiro semestre de 2010 ficou mais baixa do que a registrada no mesmo período de 2009. Enquanto que nos primeiros seis meses deste ano, a inflação ficou em 3,21%, no ano passado ela chegou a 4,45%. Para o professor que coordena a pesquisa José Maria Dias Pereira, ainda é cedo para dizer se 2010 poderá terminar com uma inflação menor que a do ano passado – em 2009 ela ficou em 6,51%.
– Se o câmbio não alterar, o que poderia gerar aumento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e de artigos residenciais, por exemplo, pode ocorrer de o ano fechar com uma inflação de 5% ou 6%, um pouco menor que no ano passado – observa Pereira. DSM
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